Wednesday, 26 May 2010

Minha definição biológica.

Adoro quando aparece um inimigo, apesar que querer a aprovação de muitos, gosto da polêmica que crio e se pelo menos incomodo, é porque surtiu algum efeito. Sou a pessoa mais cheia de defeitos do mundo, mas engraçado, gostei desse meu novo inimigo implicante ! Prova que ele tem estilo.
Ele( ou ela ) mandou isso para o formspring de uma menina lá da minha turma, com quem tive alguns atritos, já passados.

"Julias requiations = nome cientifico [1]Animal a beira da extinção, nativo do Alto da boa vista , pode ser encontrada tambem perambulando pelos bairros do centro da cidade ou em cemitérios da região!
yesterday
[2] Sua pela é branca com manchas amareladas,oque ajuda na camufalagem, possui uma avantajada testa que usa para se defenser de predadores , graças a sua testa pod se dizer que ela nunca foi comida!!
yesterday
[3] Alem disso possui olheiras negras , pernas esguias e um orgão chamado de bexiga otorrina , peculiar nesta espécie, ela usa para se equilibrar !!
yesterday
[4] suas presas afiadas são amareladas , por conta da enorme quantidade de nicotina ingerida pelo animal,a nicotina é a base da sua alimentação , sua lingua afiada destila veneno poderoso
yesterday
[5] suas habilidades são , criar contenda e desavença por onde passa e é especialista em competir com outros animais, mesmo que perca sempre , ela não desiste , alem disso sua espécie cruza apenas com individuos do mesmo sexo. VESTIBULAR TA AI
yesterday"

E aí? o que acham? No fundo não concordam que é positivo nunca desistir?(mesmo que eu perca sempre?)
Achei o cúmulo da criatividade, apesar de me chamar de orelhuda, sapata, fumante e encalhada. HUAHEUAHE
By the way, quando alguém descobrir o que é a bexiga otorrina, me avisa.
E gostei muito da parte do "animal a beira da extinção", só mostra que sou rara. Gosto de ser rara.

Tuesday, 25 May 2010

Julia?

Vivo em uma redoma de açúcar e contos de fadas. Apaixono-me fácil e desapaixono-me devagar. Todos os meus sonhos são quebradiços, e mesmo assim continuo sonhando e almejando os mesmos desejos de papel. Meus conflitos não são diferentes dos de qualquer garota da minha idade, talvez em tons mais profundos, porém iguais. Sofro muito, e a toa. Ajo quando devo pensar e penso demais quando devo agir. Mirabolo centenas de hipóteses a partir de um acontecimento tolo, e quando me vejo, estou chorando todos os cacos de uma vontade mal formulada e de uma existência vazia. Tenho um medo de ser rejeitada tão fora do normal que vejo retaliações e críticas por todos os lados. Fecho-me em minha ostra tentando preservar o menor resquício de pérola que eu possa vir a ter, mas quando percebo que não há nada, sinto-me o ser mais desprezível do mundo. Cometo sempre os mesmos erros, e nomeio isto minha personalidade - não há defeito mais horrível e imaturo que este. Fujo da minha responsabilidade de ser humano ao dizer " eu sou assim, nada me mudará". Síndrome de Gabriela? Estranho, pois sou sempre aquela que pergunta a todos o que veem de errado e o que sente falta em mim. Eu juro que tento mudar-me a partir destas opiniões requisitadas , e as vezes tiradas à força ( nada como a insistência pedante de uma adolescente em crise), mas sou fraca e covarde, a ponto de arquivar todas estas visões. Boicotar-me e segregar-me antes que outra pessoa venha e isto faça foi o melhor caminho que pude achar até agora. Meu físico não me agrada, apesar de saber que sim, sou desejada por muitos. talvez porque só eu, em minha intimidade, saiba exatamente como meu corpo é, e fora os defeitos existentes ( não poucos) eu estou sempre a achar mais um. Claro que sei que ninguém é perfeito, mas eu quero ser, e exijo de mim essa perfeição forçada e deforme. Resultado? Monto uma personagem idealizada, e de tempos em tempos me confundo com essa deusa infeliz. Passo horas imaginando meu futuro, tentando adivinhar se serei realmente do modo que pretendo, mas sei que não. Nasci assim, não adianta, morrerei assim. Mas continuo tentando e a cada fracasso fecho-me mais. Ao mesmo tempo que quero tenho medo de criar vínculos, talvez por causa de uma amizade que há muito me machucou. Ela era linda, inteligente e todos gostavam dela. E sei que ela também pensava isto de mim, a Julia é linda, inteligente e dela todos gostam ( não todos, isso foi num período meio turbulento, que ajudou a me encarcerar dentro de mim mesma e construir à minha volta uma teia de mentiras e necessidades sociais que por mais fortes que tenham me tornado enfraqueceram meu caráter de modo irreparável). Porém, ao invés da habitual inveja que uma situação como essa geraria nós criamos laços tão profundos que a distância dos anos (e agora a geográfica) não me impediram de torná-la minha maior confidente mais uma vez. Sinto-me feliz ao ver isso retornando, mas o que esse retorno pode ocasionar ao meu emocional ainda é um mistério. O medo de pular, já meu conhecido de tanto tempo, mostra-se cada vez mais doloroso quando o coração está envolvido. Desejo uma pessoa mas sei que não posso demonstrar, apenas se ele também o fizer, do contrário serei rejeitada mais uma vez. Claro que deixo transparecer da forma mais ingênua e apegada: ligo, mando mensagens pseudo-sedutoras, mas em verdade totalmente chorosas. Vivo dizendo " eu sei controlar meus instintos"! porém é mentira, nunca pe percebível nossa falta de auto-controle em situações banais. Mas, sob a perspectiva de se viver um romance escondido com um homem mais velho e experiente... Ah, aí nossos vultos afloram. Poucas vezes me senti tão vulnerável como agora. Talvez porque nunca tinha vivido uma situação que me permitisse sentir-me assim, ou talvez porque minha vida é tão desinteressante que fico buscando emoções fortes em coisas tão diárias. Claro que essa visão de que o que se passa agora em minha vida e uma aventura romântica é exclusivamente uma visão minha. Não sei se ele me vê como uma distração, se realmente gosta de mim ou se nao faz a menor diferença o final deste libretto. Só sei que essa história vem acontecendo apenas nos últimos dois meses, só o beijei uma vez, um único dia e que isto está me matando. O que aconteceu foi um nada comparado aos amores reais ou aos de ficção, mas em um determinado momento ele cogitou tão rápido o fim desse nada..."para não estragarmos o carinho e a amizade que havíamos conquistado". Por duas vezes ele disse isso. Mais nada sei. Meu peito é um turbilhão de sentimentos retidos ou manifestos a torto e a direito. Aparento ser uma mulher forte? Mentira, choro com o menor ados detalhes, detalhes estes imperceptíveis a qualquer outro mortal exceto essa tola que aqui escreve. As vezes também penso que devia ter nascido uma retirante morta de fome, porque aí sim eu teria reais motivos para ficar chorando pelos cantos da casa, buscando refletores e câmeras celestes, como se meu sofrimento supérfluo e gratuito fosse digno de atenção divina. Cansei de tentar ser diferente e descobrir-me igual a todo mundo. Cansei de tentar ser comum e ver-me sobressaída, assustada e chutada por um mar de pessoas que tentei agradar e não consegui. Meu umbigo não é o centro do mundo, e minha alma não é o microcosmo dos conflitos humanos. Cansei de gritar a plenos pulmões meus defeitos para ouvir tímidos porém insistentes elogios que me acalentam e afagam minha vaidade estúpida. Cansei da minha vaidade estúpida. Mas ainda dela dependo, do contrário desta Julia só restariam meras ruínas. Cansei de buscar minha identidade e acabar por me ver cada vez mais enredada for fúteis mentiras heróicas que nada fazem além de jogar meu ego nas alturas. Cansei do meu ego estúpido. Cansei do meu Eu estúpido. Cansei de mim.

Saturday, 22 May 2010

Passamos a vida inteira tentando dar a ela um sentido, enquanto no final, descobrimos que não há nenhum. É uma visão triste e fatalista, assumo, mas vejamos por esse ponto: Independe o que se faz, todo mundo acaba igual. Talvez alguns sofram mais, sangrem um pouco, mas morreu, morreu. Há aqueles que consideram a morte antônimo da vida, como se as pessoas permanecessem mortas por anos. Ou então visualizam a morte como apenas uma passagem, uma etapa de segundos, e nada além. E os que veem como um fim. Fim. A crença n'um outro lado muda as atitudes das pessoas, fazem elas regularem suas vidas e ações a fim de ganhar seu espacinho embaixo da asa de Deus. Mera covardia. Medo do desconhecido. Mas o ser humano é covarde e medroso. Eu sou covarde e medrosa. Instinto de sobrevivência?

Saturday, 8 May 2010

Desabafo.

Porque me arrasto aos seus pés?
Porque me dou tanto assim?
E porque não peço em troca?
Nada de volta pra mim?

Porque é que eu fico calado
Enquanto você me diz
Palavras que me machucam
Por coisas que eu nunca fiz?

Porque é que eu rolo na cama
E você finge dormir?
Mas se você quer eu quero
E não consigo fingir...

Você é mesmo essa mecha
De branco nos meus cabelos
Você pra mim é uma ponta
A mais dos meus pesadelos...

Mas acontece que eu
Não sei viver sem você
Às vezes me desabafo
Me desespero, porque?

Você é mais que um problema
É uma loucura qualquer
Mas sempre acabo em seus braços
Na hora que você quer...


Isso é lindo.
Por que dói tanto ter que escolher as nossas ações? Maldito livre-arbítrio!
Nós não somos capazes de determinar o que é melhor para nós mesmos, mas sendo nós os únicos responsáveis por nossa felicidade, isso reduz bastante as opções corretas.
Devemos nos arriscar? Devemos agir com prudência? Devemos nos arriscar prudentemente?
Como que devo aprender lidar com os inevitáveis julgamentos que relacionamentos ( de qualquer espécie) geram? Como lidar com meus medos, vergonhas e incertezas? São barreiras internas, só eu posso ultrapassá-las, mas como?
Uma vez me disseram que a palavra que move e atrapalha o mundo é o mas.... Mas agora vejo que é o como. Sabemos exatamente o que deve ser feito, mas tentar e errar , tentar e errar, isso não só cansa como desgasta. E machuca.

Coração batendo mais forte.... E eu sem saber se me arrisco ou não.

Saturday, 24 April 2010

-Cal é a túa dote, querida doncela?
-é como ti me ves señor, dixo ela.
Dúas rosas roxas, dous ollos negros,
Cheíños de barro, señor atópeme...


Já não perceberam que tudo que nos foge ao controle é o que realmente importa?
Eu tenho que parar com isso, parar de ficar tentando mediar meus medos e minhas vontades.
A vida só se vive uma vez, e eu não quero perder tempo na minha. Não posso, não devo.
( meu coração mudou de partido.... agora está contra mim, risos. )

Friday, 23 April 2010

Votem!
http://www.leideprotecaoanimal.com.br/

É um absurdo nós termos que criar leis para esse tipo de coisa! algo que já deveria estar arraigado na cabeça (e principalmente no coração) de todos. A culpa é dessa maldita crença de que nós fomos feitos à imagem de Deus e que os animais só servem para nos servir. Enquanto na verdade a cada dia que passa estou mais certa de que são eles os que de fato estão mais próximos de Deus.